Câmara passa pano? Vereador Eduardo Magoga conduz arquivamento da cassação de Otto Alejandro acusado de violência contra a mulher
- Adriano Novo

- 19 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

O arquivamento do pedido de cassação do vereador Otto Alejandro, acusado de violência contra a mulher, tem gerado forte repercussão política e social no município. Parlamentares, movimentos sociais e cidadãos questionam a condução do processo, apontando possível direcionamento por parte do vereador Eduardo Magoga, que teve papel central no andamento e desfecho da apuração dentro da Câmara Municipal.
De acordo com informações levadas ao conhecimento público, o pedido de cassação foi arquivado ainda na fase inicial, sem que houvesse aprofundamento das investigações no âmbito político-administrativo. Críticos do arquivamento afirmam que a decisão ocorreu de forma célere e sem garantir o amplo debate que um tema tão sensível exige, especialmente diante da gravidade da acusação, que envolve violência contra a mulher — crime que mobiliza atenção especial da sociedade e das instituições.
Parlamentares e representantes de entidades de defesa dos direitos das mulheres sustentam que o arquivamento pode transmitir à população a sensação de corporativismo político e de proteção entre pares, enfraquecendo a confiança no
Legislativo e desestimulando vítimas a denunciarem agressões.
O vereador Eduardo Magoga, citado como responsável por direcionar o arquivamento, ainda não se manifestou publicamente de forma detalhada sobre os critérios técnicos e políticos que embasaram sua posição. Já o vereador Otto Alejandro nega as acusações e afirma que confia nas instituições para o esclarecimento dos fatos.
Especialistas em direito público ressaltam que o arquivamento político de um processo não impede a continuidade de investigações nas esferas criminal e judicial, mas alertam que a Câmara Municipal tem responsabilidade institucional de zelar pela ética, pelo decoro parlamentar e pela mensagem transmitida à sociedade.
Diante da repercussão, movimentos sociais cobram transparência, publicidade dos atos e a reavaliação dos procedimentos internos, defendendo que casos envolvendo violência contra a mulher sejam tratados com rigor, responsabilidade e respeito às vítimas.
Confira o video completo do relator Eduardo Magoga votando para o arquivamento das investigações









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